Tem que acontecer
Tem que ser assim
Nada permanece inalterado até o fim
Eu daria tudo
Pra não ver você cansada
Pra não ver você calada
Pra não ver você chateada
Cara de desesperada
Mas não posso fazer nada (8'
(Tem Que Acontecer - Zeca Baleiro)
terça-feira, 24 de setembro de 2013
domingo, 22 de setembro de 2013
sábado, 21 de setembro de 2013
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
domingo, 1 de setembro de 2013
Esses dias, me peguei seguindo com os olhos as placas que indicavam a
saída do estacionamento do shopping e me toquei que é isso que sempre
faço, vou embora. É isso que faço de melhor. Abandono. Aí eu me lembrei
que essa seria uma das minhas metáforas que só você entenderia e senti
aquele murro no peito de novo. Não era, nunca, nunca chegou nem perto de
ser o relacionamento dos meus sonhos, foi horrível, foi ridículo. Mas
vou te falar, eu tenho sempre esses murros no peito. Quando alguém me
fala sobre política, eu me lembro que mudei de candidato no dia da
eleição, só pra te contar. E eu podia nem ter votado no seu candidato,
só dizer que tinha votado e pronto. Mas não! Eu realmente votei. Sabe
que eu ainda sonho com a nossa varanda e o vinho e as piadas? E de novo,
o murro no peito. Quando vou atravessar, você rindo do jeito que tenho
medo dos carros, o murro.
Alguém me conta algo babaca, e dou uma resposta irônica, quero te contar. Murro, murro, murro. Você não era ninguém, não era o mais forte, nem o mais bonito, nem o mais interessante, então porque o murro? E de novo o murro. O seu nome, e o murro. Um carro igual o seu, e o murro. Eu queria tanto que você lesse, e de novo o murro. Você consegue me ver aqui, aquele cara ta me olhando a horas, ele me acha engraçada, ele ta me olhando de um jeito que você nunca olhou. Vem aqui, empurra ele, me olha, por favor. O murro, mil vezes. Aí eu durmo e sonho. Acordo esmurrada. Eu pinto a unha e lembro de você escolhendo a cor. E me dá uma tristeza, de lembrar que nem consegui chorar nossa morte. Eu nem consegui velar nosso fim. Porque nunca existiu fim, nunca existiu começo. Foi tudo coisa da minha cabeça, o murro. Você nunca quis. Murro. Começo a me perguntar, como é possível ver alguém em tantas coisas? Você era todas as coisas.
Um milhão de murros e eu ajoelho. Finalmente cai uma lágrima. Peço perdão a Deus por ignorar todas as coisas bonitas que ele fez, enquanto eu só enxergo você. Me levanto novamente, enxugo a lágrima. Pego minha bolsa, preciso sair. Ligo o rádio, uma música dos The Beatles. O murro.
Alguém me conta algo babaca, e dou uma resposta irônica, quero te contar. Murro, murro, murro. Você não era ninguém, não era o mais forte, nem o mais bonito, nem o mais interessante, então porque o murro? E de novo o murro. O seu nome, e o murro. Um carro igual o seu, e o murro. Eu queria tanto que você lesse, e de novo o murro. Você consegue me ver aqui, aquele cara ta me olhando a horas, ele me acha engraçada, ele ta me olhando de um jeito que você nunca olhou. Vem aqui, empurra ele, me olha, por favor. O murro, mil vezes. Aí eu durmo e sonho. Acordo esmurrada. Eu pinto a unha e lembro de você escolhendo a cor. E me dá uma tristeza, de lembrar que nem consegui chorar nossa morte. Eu nem consegui velar nosso fim. Porque nunca existiu fim, nunca existiu começo. Foi tudo coisa da minha cabeça, o murro. Você nunca quis. Murro. Começo a me perguntar, como é possível ver alguém em tantas coisas? Você era todas as coisas.
Um milhão de murros e eu ajoelho. Finalmente cai uma lágrima. Peço perdão a Deus por ignorar todas as coisas bonitas que ele fez, enquanto eu só enxergo você. Me levanto novamente, enxugo a lágrima. Pego minha bolsa, preciso sair. Ligo o rádio, uma música dos The Beatles. O murro.
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